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25/11/2017
Unidades de Conservacao do Acre sao tema de teses de mestrado do Inpe

Unidades de Conservação do Acre são tema de teses de mestrado do Inpe

Os profissionais que participaram do programa Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas (MPGAP), promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), compartilharam suas teses nesta sexta-feira, 24, durante seminário promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Dos 15 mestrandos inscritos, 10 apresentaram as pesquisas. Os estudos foram realizados em Unidades de Conservação (UCs) no Acre e visam contribuir com a gestão e desenvolvimento local. Para promover o curso, o Inpa contou com a parceria do governo do Estado, Instituto Federal do Acre (Ifac), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac) e Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac).

"Essa parceria foi fundamental para viabilizar o curso em unidades de gestão, que compõem mais de 47% do território acreano. Os trabalhos de pesquisa ajudam na gestão dessas áreas protegidas, permitindo que o governo faça as avaliações necessárias para avançar na construção de UCs mais consistente, do ponto de vista da existência das populações e também da proteção da biodiversidade", destacou Edegard de Deus, titular da Sema.

Compreendendo a importância de qualificar o quadro de servidores, a Sema proporcionou o ingresso de três gestores estaduais no programa de mestrado profissionalizante, a exemplo do biólogo Ricardo Plácido que estudou a "Viabilidade da Prática de Observação de Aves em Unidades de Conservação na Amazônia: um Estado de Caso na Área de Relevante Interesse Ecológico Japiim-Pentecoste", em Mâncio Lima.

Adepto e impulsionador da atividade de observação de aves, Ricardo explica que essa modalidade de ecoturismo, setorialmente, é a que mais cresce no mundo. "Isso demonstra uma oportunidade para o Acre que, em três anos, multiplicou a procura de observadores de outros estados", ressaltou Plácido, que em sua pesquisa aponta a exequibilidade da atividade em unidades de conservação.

Já a professora do Ifac, Tatiane Clem realizou pesquisa sobre a política educacional na floresta, utilizando como caso de estudo a Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema. "Como eu faço parte do Conselho Deliberativo da Resex Chico Mendes, estamos estudando como a educação pode ser ofertada na unidade de uso sustentável, baseada na minha pesquisa e na própria realidade da Chico Mendes, que é diferente da Cazumbá", aponta como desdobramento do mestrado.

Áreas protegidas

Com 87% de floresta nativa, o estado concentra 22 Unidades de Conservação (UCs) e 36 Terras Indígenas reconhecidas - 47,9% do território protegido por lei.

O governo é responsável por oito Unidades de Conservação Estadual: Chandles; Florestas Estaduais do Antimary, do Rio Gregório, do Mogno e do Rio Liberdade; Área de Relevante Interesse Ecológico Japiim Pentecoste; Áreas de Proteção Ambiental Igarapé São Francisco e Lago do Amapá.

"Aproximadamente metade do território acreano é composto por áreas protegidas, onde a Sema visa a conservação e uso sustentável pelos comunitários", explica a coordenadora do Departamento de Áreas Protegidas e Biodiversidade, Cristina Lacerda.

Uma nona UC Estadual se encontra em processo de criação: Floresta Estadual Afluente/Jurupari, localizada entre Manoel Urbano e Feijó, possui uma área de 155 mil hectares.

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