As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos.

G1 - http://g1.globo.com/
20/07/2016
Tocantins registra umidade relativa do ar igual ao deserto do Saara

Índice nas duas regiões ficou em 15%; situação preocupa no estado.
Baixa umidade faz crescer o número de focos de calor, diz Defesa Civil.

O Tocantins registrou a umidade relativa do ar igual ao deserto do Saara, no norte do continente africano, nesta terça-feira (19). Nas duas regiões o índice ficou em 15%, segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil do estado. (Veja o vídeo)

Conforme a classificação do órgão, esse número deixa o Tocantins em situação de alerta. "Esse índice de umidade no estado se apresentou bem mais cedo. É normal ele se apresentar no final de inverno, em meados de agosto para setembro. Esse ano foi no mês de julho com isso facilitando a propagação do fogo", disse o major Cassio de Souza Pedro.

As cidades que apresentaram umidade mínima de 15% foram: Palmas, Dianópolis, Gurupi, Paranã, Pedro Afonso, Peixe, Porto Nacional e Taguatinga.

Queimadas
O estado também apresentou um salto na quantidade de queimadas nas últimas semanas. No início de julho, o Tocantins registrava 2.397 focos de calor. Nesta terça-feira, o número saltou para 4.037, conforme monitoramento da Defesa Civil.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), porém, registra um número um pouco menor com 3.771 incêndios. Mesmo assim, o estado ocupa a 2ª posição no ranking nacional de queimadas, perdendo apenas para o Mato grosso. A quantidade de incêndios florestais, inclusive, fez o governo do Tocantins decretar situação de emergência.

Combate
O Instituto de Natureza do Tocantins (Naturatins) contratou 60 brigadistas para atuar no combate aos focos de incêndios em quatro regiões do estado, o Parque Estadual do Cantão, o Parque do Lajeado, Jalapão e o Monumento Natural de Árvores Fossilizadas, na região norte do Tocantins.

"A gente está investindo mais em medir a cicatriz do fogo em áreas, isso é o que vai medir o impacto da queimada na biodiversidade, na vegetação", explicou o diretor da Secretaria de Meio Ambiente do Estado, Rubens Brito. Nas próximas semanas, a secretaria deve iniciar a contratação extra de 40 brigadistas para treinamento.

No Corpo de Bombeiros, cerca de 400 homens devem atuar no combate ao fogo. "O incêndio florestal no Tocantins é uma questão cultural. Estes focos são causados por intervenção humana. Nós já temos equipes específicas nas cidades onde temos quartéis de bombeiros e nas cidades onde não têm, a Defesa Civil faz um trabalho de formação de brigada junto aos municípios", explicou o comandate do Corpo de Bombeiros, capitão Erisvaldo Alves.

http://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2016/07/tocantins-registra-umid...