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Jornal Agora - http://www.jornalagora.com.br
12/12/2011
Tempo seco preocupa a administracao da Esec/Taim

A administração da Estação Ecológica (Esec) do Taim está preocupada com a estiagem que vem sendo registrada na região. O banhado ainda tem água, mas seu nível está baixo. "Estamos preocupados porque, apesar de o inverno ter sido chuvoso, a primavera está seca e o verão também deverá ser. Por isso, estamos nos preparando para responder a possíveis incêndios com rapidez, principalmente nos finais de semana", disse o chefe da unidade de conservação, oceanólogo Henrique Horn Ilha, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A atenção, principalmente nos finais de semana, se deve ao fato de os riscos serem maiores neste período, que é quando são registrados acampamentos e algumas pessoas vão para suas propriedades na região da Estação Ecológica e promovem queimas de resíduos. A administração da unidade inclusive realizou visitas às propriedades e solicitou aos moradores que evitem fazer fogo e que avisem os servidores da reserva se detectarem algum foco de incêndio, considerando a importância da rapidez da resposta para se impedir que as chamas aumentem. "Um incêndio grande não se consegue combater. Neste caso, a solução é esperar por chuva", ressaltou.

Além de fazer essa campanha junto à propriedades, a Esec/Taim já está com sua Brigada de Prevenção a Incêndios em monitoramento direto e controle das condições da unidade de conservação desde o início de novembro. Até o momento, 11 brigadistas estão atuando. A partir de janeiro, serão 14. A Brigada é contratada para trabalhar na unidade por seis meses. Também está contando com um reboque com capacidade para transportar 2 mil litros de água, no qual há um canhão de água, visando a ação em áreas que não dispõem deste recurso, e receberá um hovercraft (tipo de um aerobarco), que facilita o acesso em variados tipos de terrenos.

Como todo o uso da Lagoa Mangueira tem reflexos no Banhado do Taim e as lavouras de arroz do entorno da estação a utilizam, a Esec conversou com os arrozeiros buscando uma programação para a próxima safra de arroz. A ideia é que os arrozeiros formem uma associação e se organizem para um compartilhamento da água mais equilibrado, contemplando a produção e a conservação do banhado.

Henrique Ilha disse que o Instituto de Pesquisas Hidrográficas da UFRGS tem um estudo de 12 anos que define os níveis mínimo e máximo do banhado, cujos dados serão repassados à unidade. Com essa informação, mais a previsão de chuvas para o período, será possível estabelecer o volume de água que os arrozeiros poderão utilizar e eles poderão se programar para usá-lo da melhor forma.

Entre 28 de janeiro e 2 de fevereiro de 2008, a Estação Ecológica do Taim foi atingida por um incêndio que consumiu 4,76 mil hectares de vegetação do banhado. A preparação da Esec visa a evitar outros casos como esse.

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