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O Liberal
04/07/2007
Reserva no Marajo mostra o que e a sustentabilidade

O que é de fato uma ação de exploração preocupada com a sustentabilidade do ecossistema? O terceiro fascículo do livro 'Amazônia', que o leitor encontra encartado na edição de hoje de O LIBERAL, apresenta o caso exemplar da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Itapuã-Baquiá, onde os projetos têm a participação ativa dos ribeirinhos e a organização social se traduziu em avanços nos processos de exploração dos recursos naturais, na proteção ambiental e na melhoria das condições de cidadania da população.
O artigo do zoólogo Inocêncio Gorayeb, coordenador do livro, aborda as categorias de unidades de conservação e explica por que a RDS Itapuã-Baquiá, no Arquipélago do Marajó, vem sendo elogiada como uma iniciativa que deu certo. Fala sobre os benefícios da legalização da área enquanto reserva sustentável e sobre os produtos da economia da reserva, que vão do açaí, pescado e camarão à madeira em tora, além de roçados de milho, arroz e feijão, cana, macaxeira, banana, melancia, etc.'É uma unidade de conservação que fica na várzea, no lado oeste do Marajó, onde há toda uma organização da comunidade, que tem domínio do manejo de açaí, e que tem melhorado a sua economia com o uso correto dos recursos naturais. Um exemplo positivo que tem sido pouco difundido', diz Gorayeb.
O segundo artigo do fascículo fala sobre o processo contínuo de degradação dos rios do nordeste paraense e quais as ações hoje destinadas à recuperação e salvamento desses meios naturais. Os problemas, causados por ações prejudiciais continuadas, como o desmatamento das florestas ciliares, uso de agrotóxicos, abertura de estradas e a exploração mineral, têm como contraponto ações como a da Ong Arca de Noé, fundada por professoras do município de Tracuateua para educação ambiental e recuperação do rio Tracuateua.
Nas curiosidades deste fascículo, o leitor vai conhecer as rãs Hyla, especialistas em camuflagem e que assim escapam de predadores e dão o bote de surpresa em suas pequenas presas. Também conhecerão uma borboleta que pode se confundir com uma cobra ou um sapo.
Os fascículos do livro 'Amazônia', que tem patrocínio da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) são encartados todas as quartas-feiras, sem custo adicional ao preço do jornal. Ao final de 49 semanas, vão compor um livro com 396 páginas.