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05/06/2007
Naturatins realiza pesquisa e monitoramento no Jalapao

A Coordenadoria de Unidades de Conservação do Naturatins Instituto Natureza do Tocantins enviou dois técnicos nesta terça-feira, 5, à região do Jalapão. Os servidores irão desenvolver atividades distintas, mas com o mesmo propósito: a conservação e a proteção da biodiversidade do Parque Estadual do Jalapão, umas das unidades de proteção integral do Estado.

O mestre em Turismo, Gino Machado, irá acompanhar os geólogos da Unesp - Universidade Estadual Paulista, Dimas Dias Brito, Rosemarie Davies e Joel Carneiro de Castro, que irão avaliar a existência de árvores fossilizadas no município de São Felix. A atividade também será acompanhada pelo secretário municipal do Meio Ambiente e Turismo de São Felix, Carlos Irael Ribeiro.
O interesse na pesquisa surgiu depois que Gino Machado visitou a região para dar opinião técnica sobre a abertura de visitas e veicular na mídia os atrativos naturais de São Félix. Durante o trabalho, ele observou a região e viu a necessidade de um estudo mais aprofundado que comprove a existência de árvores fossilizadas naquela localidade.

Já o biólogo Marcelo Barbosa dará continuidade ao trabalho de monitoramento, ao longo do rio Novo, do pato-mergulhão, espécie Mergus octosetaceus. No trabalho, o técnico irá percorrer o curso do rio para identificar os sítios de ocorrência da espécie, com o intuito de realizar pesquisas sobre a biologia e ecologia da espécie.

O pato-mergulhão é hoje uma das espécies mais ameaçadas, sendo classificado como em perigo de extinção, conforme a lista do Ibama Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis, através da portaria MMA 003/2003. Estima-se que existam em torno de 250 espécies no mundo e são encontradas no Brasil, nos estados de Minas Gerais, Goiás e Tocantins.

No Tocantins, é confirmada a ocorrência no Parque Estadual do Jalapão, mais precisamente no rio Novo à montante da Cachoeira da Velha e no trecho do rio próximo à cidade de Mateiros. Diante da situação de ameaça da espécie a Coordenadoria de Unidade de Conservação do Instituto viu a necessidade de desenvolver um projeto de monitoramento, visando à preservação e a conservação do pato mergulhão na região.