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31/01/2008
Fiscalizacao comprova que dados do INPE sobre o Parque Cristalino nao sao reais

Os cinco pontos que foram indicados como áreas de desmatamento no Parque Estadual do Cristalino, pelo sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), não ocorreram em 2007, conforme foi divulgado. As equipes da Superintendência de Ações Descentralizadas (SUAD), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), fizeram a fiscalização em campo dos pontos e a aferição dos dados do Deter nesta quarta-feira (30), comprovando que as informações divulgadas não são corretas.

O superintendente da SUAD, major Jonas Duarte Araújo, explica que os pontos divulgados pelo Deter, como áreas desmatadas em 2007 dentro do Parque, são na verdade áreas que sofreram queimadas ano passado ou o processo de desmate em anos anteriores e estas áreas estão dentro de propriedades particulares.

Além dos cinco pontos dentro do Parque Cristalino, as equipes de fiscalização da Sema já aferiram outros cinco pontos que o Deter apontava como desmatados entre os meses de outubro e dezembro de 2007. Destes cinco pontos, em áreas com mais de 500 hectares, apenas um foi realmente desmatado no ano passado.

Destes cinco pontos, dois estão no município de São Félix do Araguaia. Neste município, uma das áreas realmente foi desmatada em 2007, mas o outro ponto não. Também foram aferidos pontos nos municípios de Carlinda (dois pontos) e Vera (um ponto) e nestas três áreas ficou comprovado que também não houve desmatamento em 2007 como afirmava o Deter.

As equipes de fiscalização da Sema estão em campo e aferindo todos os pontos indicados pelo Deter como desmatados entre outubro e dezembro de 2007. Neste primeiro momento estão sendo verificadas as áreas com mais de 500 hectares, que somam 35 pontos.

Dados anteriores
As novas fiscalizações reforçam as afirmações que o Governo de Mato Grosso fez quanto a confiabilidade dos dados divulgados pelo Deter. Em novembro do ano passado a Sema realizou a vistoria em 113 pontos que o Deter tinha apontado como desmatados entre abril e setembro de 2007. Destes 113 pontos, ficou comprovado que apenas 22 tinham sofrido com o processo de desmate em 2007 e o restante, mais de 80%, ou se tratavam de áreas que tinham sido desmatadas em anos anteriores, áreas que passaram pelo processo de queimadas no ano passado, limpeza de pastagem, entre outras situações.