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06/06/2018
Encontro discute Mosaicos do Cerrado e Caatinga

Encontro discute Mosaicos do Cerrado e Caatinga
Promovido por diversas entidades, participantes dialogaram sobre os desafios de gestões territoriais integradas e colaborativas.

ICMBio
Publicado: Quarta, 06 de Junho de 2018, 15h59

Januária, em Minas Gerais, recebeu o 1o Encontro de Mosaicos de Áreas Protegidas do Cerrado e Caatinga nos dias 10 e 11 de maio no auditório da Unimontes. Promovido pelo WWF-Brasil, FUNATURA, ICMBio e o IEF- MG com apoio do Fundo CEPF (Critical Ecosystem Partnership Fund), participantes e representantes dialogaram sobre os desafios de gestões territoriais integradas e colaborativas.

A reunião contou a participação de, aproximadamente, 80 pessoas entre elas órgãos públicos ambientais como ICMBio, IEF-MG, Naturatins, Funai, Ongs, lideranças comunitárias e representantes de cinco Mosaicos, Capivara Confusões, Jalapão, Sertão Veredas Peruaçu, Espinhaço e Amazônia Oriental, além dos Mosaicos que estão em proposta de criação, como o de Veadeiros e do Espinhaço Meridional.

No primeiro dia o encontro foi marcado por debates, apresentações e trabalhos em grupos, ao mostrar como funciona a gestão integrada, a construção de um plano de trabalho mínimo de integração dos Mosaicos do Cerrado e Caatinga e um momento de confraternização. Para encerrar o evento, os participantes realizaram uma visita técnica ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, para ver de perto os atrativos, a estrutura do parque e como a população local está sendo inserida nas visitações.

Kolbe Soares, analista de conservação do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, analisa a visitação como uma forma de integração. "Tivemos a oportunidade de apresentar o Mosaico Sertão Veredas de Peruaçu, para membros de outras regiões. Com isso, eles conseguiram conhecer o potencial do território, que contempla hoje 14 UCs e tem uma perspectiva de passar a integrar 25".

O analista ainda destaca que a reunião foi importante devido a oportunidade dos Mosaicos do Cerrado e da Caatinga se encontrarem pela primeira vez. "O encontro permitiu a integração entre eles, em que todos os membros estiveram presentes e se apresentaram uns para os outros. Todos se envolveram em prol de fortalecer a política de Mosaicos que andou um pouco esquecida, principalmente, pelos órgãos gestores".

Com temas de integração e avanço nas políticas de Mosaicos de áreas protegidas, o evento proporcionou trocas de experiências e boas práticas de gestão, ao discutir sobre o fortalecimento da comunicação, que busca ampliar informações relevantes para a conservação de áreas naturais, e o desenvolvimento sustentável das comunidades que provém desse território para viver. "Esse intercâmbio fortaleceu o conceito de gestão integrada territorial e permitiu um rico intercâmbio entre os participantes", relata Raiane Viana, analista ambiental da APA Cavernas do Peruaçu.

Em conjunto definiram uma agenda voltada à implementação de uma política nacional que fortaleça, valorize e viabilize os Mosaicos em todo o país, como instrumento de inclusão social e de conservação da sociobiodiversidade. Foram também aprovadas duas cartas de apoio à criação dos Mosaicos Veadeiros e Espinhaço Meridional, além da definição da região do Jalapão para realização da próxima reunião.

Em Minas, o Mosaico Sertão Veredas Peruaçu engloba áreas dos municípios de Formoso, Arinos, Chapada Gaúcha, Urucuia, Cônego Marinho, Januária, Itacarambi, Bonito de Minas, São João das Missões, Miravânia e Manga. Atravessado pelo Rio Carinhanha, o território se estende até parte do município de Cocos, na Bahia.

SOBRE O MOSAICO SERTÃO-VEREDAS PERUAÇU
É composto por um conjunto de áreas protegidas localizadas na margem esquerda do rio São Francisco, entre as regiões norte e noroeste de Minas Gerais e parte do sudoeste da Bahia. Com área total de, aproximadamente, 1,8 milhões de hectares e perímetro de 1.210km, o Mosaico envolve unidades de conservação estaduais, federais e particulares, comunidades quilombolas, terras indígenas Xakriabás, populações extrativistas e áreas de produção agropecuária.

Atualmente, está em processo de ampliação, com inclusão de novas áreas, como as unidades de conservação estadual vinculadas ao Sistema de Áreas Protegidas Jaíba, e o Refúgio de Vida Silvestre Veredas do Oeste Baiano e Área de Proteção Ambiental das Nascentes do Rio Vermelho.

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