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G1 - http://g1.globo.com/
10/09/2016
Em 5 anos, mais de 1,7 mil animais morreram atropelados no Taim, no RS

Apenas neste ano, são 205 casos na reserva ecológica do Sul do estado.
Problema foi debatido em seminário na Universidade Federal do Rio Grande.

Nos últimos cinco anos, mais de 1,7 mil animais morreram atropelados na Estação Ecológica do Taim, no Sul do Rio Grande do Sul. A média é de um por dia. Somente até agosto deste ano, foram registrados 205 casos, como mostra reportagem do RBS Notícias (veja no vídeo).

Em 2012, 450 animais foram mortos por atropelamentos no Taim. O número caiu para 335 e 352 nos dos anos seguintes, mas em 2015 voltou a preocupar, com 374 casos. O problema foi debatido em um seminário na Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

"A grande maioria dos animais atropelados são as capivaras. Até o pessoal que passa por lá consegue ver, mas também existem espécies ameaçadas de extinção. Esse mês morreu um gato-do-mato. É um prejuízo enorme pro ambiente para a natureza", lamenta a analista ambiental Ana Carolina Canary, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a reserva.

Ao longo de 10 quilômetros, telas de proteção impedem a travessia dos animais, e sob a rodovia há 19 túneis para facilitar a passagem das espécies. Mas no trecho onde ainda não existe proteção, os animais continuam cruzando a rodovia. E quando chove, optam por se protegerem sobre a estrada, por ser um lugar mais alto e seco. Segundo o ICMBio, o ideal seria colocação de barreiras de concreto e tachões na pista, projetos que seguem sendo analisados.

"Enquanto não temos esse sistema que vai isolar os animais na pista, que as pessoas tenham muito cuidado, dirijam na velocidade permitida", orienta o chefe da Estação Ecológica do Taim, Henrique Ilha.

O limite de velocidade para quem trafega neste trecho da rodovia na reserva ecológica do Taim é de 60 km/h. Como muitos motoristas não respeitam, a Polícia Federal intensificou a fiscalização com um radar móvel. Em agosto, 200 motoristas foram multados. Além disso, outros quatro radares fixos fiscalizam quem passa pelo trecho.

"A Polícia Rodoviária Federal tem trabalhado para que as pessoas se conscientizem, atendam a sinalização da velocidade e também a questão de principalmente à noite, horário onde acontecem mais acidente tipo atropelamento de animal", diz o chefe 7ª Delegacia da PRF, José Apodi Dourado.

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