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18/07/2010
Ecoturismo de base comunitaria desenvolve economia sustentavel na Amazonia

Provas de que o ecoturismo pode beneficiar comunidades em lugares pouco visitados podem ser encontradas em vários lugares do Brasil. E no Ministério do Turismo - Mtur há muito dessas histórias para contar. Em 2008, o órgão realizou uma seleção de projetos para apoio às iniciativas de Turismo de Base Comunitária.

A procura superou as expectativas: as esperadas 100 inscrições foram superadas pelo recebimento de mais de 500 projetos para seleção de 10 a 15 para apoio financeiro. Distribuídos em macrorregiões brasileiras, foram selecionados 50 projetos, dos quais 48 estão em execução.

Na Amazônia, nove projetos estão sendo desenvolvidos. De acordo com o secretário-executivo do MTur, Mario Augusto Lopes Moysés, foram aportados R$ 7,5 milhões para os 50 projetos. Segundo ele, os projetos na Amazônia precisam envolver muito a comunidade, pois umas das questões centrais pra região é a busca de meios de sobrevivência pra população sem a destruição do meio ambiente. "Normalmente são projetos associados à produção que eles sejam capazes de fazer. Seja uma produção de artesanato, uma atividade de guia que exige o conhecimento da diversidade natural. Muitas vezes a população local tem o conhecimento, mas ele precisa complementado e valorizado para que possa fazer um serviço adequado de informação ao turista" afirma.

O apoio do Mtur é focado na qualificação das pessoas e de produtos que elas possam produzir. Mas o secretário-executivo salienta que o exemplo não é uma regra geral. "A gente identifica a partir de desenvolvimento turístico quais são as deficiências e quais são as qualidades e, a partir daí, trabalha para que a produção local seja valorizada. Muitas vezes acontece de se ter uma produção artesanal que as pessoas mesmo não sabem o próprio valor que elas têm. Às vezes pequena modificação naquela produção, seja da maneira como ela é apresentada, ou na informação agregada, pode fazer com que essa produção tenha mais valor e gere mais renda para a comunidade" explica.

O produto turístico de base comunitária se diferencia por incorporar o modo de viver e de representar o mundo da comunidade anfitriã. Desta forma, prevê na sua essência um intercâmbio cultural com a oferta dos produtos e serviços turísticos, em que há oportunidade para o visitante vivenciar uma cultura diferente da sua e à comunidade local de se beneficiar com as oportunidades econômicas geradas e também pelo intercâmbio cultural.

Um exemplo bem sucedido do projeto é o de cultura ribeirinha cabocla, realizado na reserva Tapajós e no assentamento extrativista Lago Grande, em Arapiuns, no Pará. Os roteiros turísticos oferecidos na região têm duração de 4 a 6 dias e os visitantes - hospedados nos barcos ou nas casas dos moradores - participam de atividades nas comunidades interagindo com a cultura ribeirinha cabocla, remanescente de quilombolas e comunidades indígenas, nas quais a tradição oral é passada há gerações.

Para o coordenador do núcleo economia da floresta da ONG Sáude e Alegria - proponente do projeto de parceria com o MTur - Davide Pompermaier, a atividade de ecoturismo ainda é muito incipiente na Amazônia. "É mais barato se viajar de São Paulo para os Estados Unidos do que ir para Amazônia", critica ele.

Sobre o projeto Davide explica que o turismo realizado na região não é de massa, e sim de interação com o modo de vida das comunidades por onde os turistas passam. As viagens são marcadas uma por mês, mas depende da procura para ser realizada. Os roteiros organizados são de no máximo 15 e no mínimo oito pessoas. O projeto atende cerca de 200 famílias em quatro comunidades. A renda obtida ainda é apenas um complemento no orçamento familiar, já que a atividade principal continua sendo a agroextrativista.

O MTur apoiou o projeto com R$ 147 mil. A verba foi utilizada na formação dos guias turísticos da comunidade e na divulgação do projeto. Desenvolvido pela ONG Sáude e Alegria desde 2002, o projeto foi ampliado e aperfeiçoado com a parceria com o MTur a partir de 2009. Os resultados já podem ser vistos, segundo o secretário Mario Augusto, com relação à estruturação do produto. "Mas para termos um real impacto econômico é necessário um tempo maior", explica.

O turismo de base comunitária - turismo comunitário, solidário, de conservação, entre outras denominações - possui como características principais a busca da construção de um modelo alternativo de desenvolvimento turístico, baseado na autogestão, no associativismo/cooperativismo, na valorização da cultura local e, principalmente, no protagonismo das comunidades locais, visando à apropriação por parte destas dos benefícios advindos do desenvolvimento da atividade turística.

O apoio às iniciativas de TBC visa, entre outros objetivos, contribuir para a geração de trabalho e renda locais, fortalecer a governança local, em articulação com os demais atores envolvidos na atividade turística, diminuir os vazamentos de renda e fomentar o adensamento do mercado local, estruturar este segmento turístico tendo em vista a crescente demanda turística em níveis nacional e internacional, agregar valor a destinos turísticos, por meio da diversificação dos segmentos a serem ofertados e promover padrões de qualidade e de segurança da experiência turística, tanto para a comunidade anfitriã quanto para os visitantes.

Conheça os projetos apoiados na Amazônia Legal

- Visitantes e ribeirinhos na preservação da região amazônica - Barcelos (AM)
Destino de pesca esportiva procurado por brasileiros e estrangeiros, Barcelos também é palco de eventos culturais, entre os quais se destacam danças, bois-bumbás e quadrilhas. Para o turista que busca aliar a descoberta da Amazônia à vivência com a comunidade e conservação da natureza, Barcelos possibilita atividades como passeios de barco no Rio Negro com os ribeirinhos e compras de artesanato de fibras naturais, entre outras.
PROJETO: Fortalecendo o TBC na Resex do Rio Unini
PROPONENTE: Fundação Vitória Amazônica - FVA

- Cotidiano das populações do Rio Negro - Manaus e Novo Airão (AM)
Inserida no Corredor Ecológico Central da Amazônia, maior área de proteção ambiental contínua do mundo, a região do baixo Rio Negro oferece visitas às comunidades caboclas e indígenas, nas quais é possível interagir com o cotidiano dessas populações.
PROJETO: TBC no baixo Rio Negro: Bases para o Desenvolvimento Sócio-Ambiental
PROPONENTE: Instituto de Pesquisas Ecológicas - IPE

- Apoio a iniciativas de Turismo de Base Comunitária na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá - AM
A RDS Mamirauá é uma Unidade de Conservação (UC) localizada no Amazonas e que devido à relevância do seu ecossistema, é contemplada por vários tipos de proteção, estadual, nacional e internacionalmente. Uma das características dessa categoria de UC é a permanência das populações humanas, as quais participam das decisões sobre o manejo dos recursos naturais. Assim, o ecoturismo de base comunitária é desenvolvido na Reserva desde 1999, e a Pousada Uacari, é o palco desta iniciativa. O acesso se dá através da cidade de Tefé, que recebe vôos diários da companhia aérea TRIP, bem como barcos rápidos ou convencionais.
PROPONENTE: Intituto Mamirauá
PROJETO: Apoio a iniciativas de Turismo de Base Comunitária na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá - AM

- O Pantanal na vivência cotidiana na Colônia de Pescadores - Barão de Melgaço (MT)
As comunidades ribeirinhas de Barão de Melgaço são detentoras do conhecimento ecológico tradicional, o que as torna profundas conhecedoras do ambiente e um valioso patrimônio cultural. Os visitantes têm a oportunidade de compartilhar da sabedoria ancestral dessas comunidades por meio da hospedagem nas residências dos pescadores, que oferecem rede, lamparina para pesca e ainda a típica culinária pantaneira. A Colônia Z-5 de Pescadores oferece serviços como hospedagem, alimentação, e pilotagem dos barcos para pesca.
PROJETO: Guardiões do Pantanal
PROPONENTE: Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social do MT

- Praia do Pesqueiro: hospedagem domiciliar no desenvolvimento da comunidade tradicional - Ilha de Marajó (PA)
A praia do Pesqueiro está localizada na Reserva Extrativista Marinha do Soure, área em que predominam os ecossistemas de manguezais. Na região o visitante tem a oportunidade de compartilhar um pouco do dia-a-dia dos habitantes em hospedagens domiciliares na Vila do Pesqueiro. A pesca artesanal, o extrativismo da andiroba, o artesanato típico, a culinária e as danças típicas, como carimbó e lundu, são outros atrativos que a região oferece.
PROJETO: VEM - Viagem Encontrando Marajó
PROPONENTE: Associação das Mulheres do Pesqueiro - Asmupesq

Ecoturismo de base comunitária desenvolve economia sustentável na Amazônia- Cultura ribeirinha cabocla - Reserva Tapajós, Arapiuns (PA)
Os roteiros turísticos oferecidos na região têm duração de 4 a 6 dias e os visitantes, hospedados nos barcos ou nas casas dos moradores, participam de atividades nas comunidades interagindo com a cultura ribeirinha cabocla, remanescente de quilombolas e comunidades indígenas, nas quais a tradição oral é passada há gerações.
PROJETO: Ecoturismo de Base Comunitária no Polo Tapajós
PROPONENTE: Centro de Estudos Avançados de Promoção Social e Ambiental - Projeto Saúde e Alegria. www.saudealegria.org.br

- Ecoturismo de base comunitária entre praias e igarapés - Curuçá (PA)
O visitante que chega a Curuçá tem a possibilidade de realizar trilhas entre praias e igarapés e visitar casas de farinha, sempre em conjunto com a comunidade. Pode conhecer também a Praia da Romana, primeira praia de mar aberto após a Foz do Rio Amazônia. Esta praia é habitada somente por pescadores, que contam suas histórias. Durante a noite, é possível assistir a apresentações de carimbó.
PROJETO: Ecoturismo de Base Comunitária entre Praias e Igarapés - Curuça (PA)
PROPONENTE: Instituto Peabiru
- PROJETO: Turismo e artesanato para o desenvolvimento local Santarém (PA)
PROPONENTE: Artesanato Solidário - ArteSol

- Aventura, culinária caseira e artesanato em Taquaraçu - Palmas (TO)
Região serrana, Taquaraçu atri visitantes que procuram o turismo de aventura, segmento no qual se destaca. O município possui restaurantes de comida caseira e meios de hospedagem, além de uma Casa do Artesão com artigos típicos da região.
PROJETO: Plano de Apoio ao Turismo de Base Comunitária em Taquaruçu
PROPONENTE: Prefeitura Municipal de Palmas

- Comunidade e turistas nos Lençóis Maranhenses: relações solidárias na promoção do desenvolvimento sustentável (MA)
Uma das portas de entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Santo Amaro oferece oportunidades de conhecer novas paisagens dos Lençóis. Durante sua estada, o turista pode se hospedar nas pousadas domiciliares geridas pela comunidade local, compartilhando o modo de vida e as suas atividades cotidianas.
PROJETO: Central de Turismo do Município de Santo Amaro
PROPONENTE: Prefeitura Municipal de Santo Amaro

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