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ICMBio - http://www.icmbio.gov.br/
26/05/2017
Dia Nacional da Mata Atlantica e neste sabado

ICMBio mantém 102 unidades de conservação, algo em torno de 4,2 milhões de hectares, para proteger o bioma mais devastado pelo homem em toda a história do Brasil

Comemora-se neste sábado, 27 de maio, o Dia Nacional da Mata Atlântica, floresta que Pedro Álvares Cabral encontrou ao desembarcar com suas caravelas há pouco mais de 500 anos na costa brasileira, então desconhecida pelo mundo ocidental.

De lá para cá, muito coisa mudou: da mata original e exuberante, que abrangia mais de 13 milhões de hectares, estendendo-se ao longo da zona litorânea do Nordeste ao Sul do País, restam apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 hectares. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, temos atualmente 12,5%.

A devastação é resultado da ocupação desordenada do solo. No lugar da mata, ergueram-se imensas cidades, onde vivem hoje 72% dos brasileiros. São mais de 145 milhões de habitantes em 3.429 municípios, 61% dos existentes no Brasil. Desses, 2.481 municípios estão totalmente dentro do bioma e mais 948 parcialmente inclusos.

Para preservar o que ainda sobrou de Mata Atlântica e recuperar parte do que foi degradado, o governo e a sociedade se mobilizam por meio de várias iniciativas de conservação. De sua parte, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) contribui com 102 unidades de conservação (UCs) federais no bioma. Juntas, elas somam 4,2 milhões de hectares.

São parques nacionais, como o de Itatiaia, o mais antigo do Brasil, no Rio de Janeiro; áreas de proteção ambiental (APAs), como a da Serra da Mantiqueira, em São Paulo; estações ecológicas, como a da Mata Preta, em Santa Catarina; e florestas nacionais, como a Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte. Só para citar algumas.

Todas elas ajudam a preservar os vários ecossistemas do bioma (florestas, manguezais, restingas...), moradia de rica fauna, como o mico-leão-dourado, o bugio, a onça-pintada, o tamanduá-bandeira, o muriqui, espécies ameaçadas de extinção. Assim como a flora, formada por espécies emblemáticas, como o pau-brasil, que deu o nome ao País, palmeiras, bromélias, begônias, orquídeas, jacarandá, entre centenas de outras plantas nativas que colorem a Mata Atlântica.

Na área de fauna, o ICMBio adota ainda outro importante instrumento de conservação da biodiversidade do bioma: os planos de ação nacional (PAN) para a conservação de espécies ameçadas, entre eles, o de papagaios, o de mamíferos e o PAN de Aves da Mata Atlântica.

Além disso, o ICMBio supervisiona 358 reservas particulares do patrimônio natural (RPPN) federais em áreas de Mata Atlântica, num total de 81,4 mil hectares preservados. A criação das reservas é de iniciativa de proprietários privados, mas tem o apoio do Instituto.

Embora individualmente pequenas, as RPPNs (além das federais, há as estaduais, monitoradas pelos órgãos ambientais locais) são fundamentais para promover a conectividade com unidades de conservação maiores, estaduais e federais, estabelecendo providenciais corredores ecológicos.

Afora as ações práticas, há iniciativas legais criadas para frear o avanço da devastação e garantir a recuperação da floresta. A Mata Atlântica é hotspot mundial, ou seja, uma das áreas mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas do planeta. Por isso mesmo, foi decretada Reserva da Biosfera pela Unesco e Patrimônio Nacional, na Constituição Federal de 1988.

Já a Lei da Mata Atlântica, que tramitou por 14 anos no Congresso Nacional e foi finalmente sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2006, regulamenta o uso e a exploração de seus remanescentes florestais e recursos naturais.

Todas essas iniciativas - e muitas outras - promovidas pelos governos, parlamento, organizações não governamentais, institutos de pesquisa, universidades, empresas privadas e a sociedade em geral são uma esperança de que o bioma possa se manter vivo e continuar prestando seus inestimáveis serviços ambientais às atuais e futuras gerações.

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