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Jornal Cruzeiro - http://www.jornalcruzeiro.com.br
05/09/2015
Cenas do filme A fera na selva sao gravadas na Flona

Começaram, esta semana, as filmagens do longa-metragem A fera na selva, que Paulo Betti e Eliane Giardini rodam em Sorocaba. Do final para o começo, as primeiras cenas (últimas na sequência do filme) foram registradas na Floresta Nacional de Ipanema (Flona), em Iperó, na quinta (3) e na sexta-feira (4).

Na sexta-feira (4), primeiro dia que contou com a participação de figurantes, o set de filmagens foi o antigo cemitério dos protestantes, dentro da Flona. Uma parte dos mais de 400 figurantes que participam do filme puderam vivenciar todo o processo de feitura de um longa. "Estou muito contente em rodar o filme aqui em Sorocaba, a participação (das pessoas) é incrível, tem tudo para dar certo", comemorou Paulo Betti, que também terá os quatro irmãos vivos em uma cena que será rodada no Hospital Santo Antônio, em Votorantim, local que trabalhou quando tinha apenas 16 anos.A expectativa de término das filmagens é no final de setembro, depois de contabilizadas quatro semanas de trabalho em diversos locais em Sorocaba e região, adiantou, pontuando a disposição, boa vontade e as parcerias conquistadas para rodar o filme, um projeto antigo dos atores.

Há cerca de dois meses residindo em Sorocaba, Betti destaca que os cheiros e barulhos da cidade serão tão sentidos no filme, quanto os próprios locais físicos e as pessoas que se dispuseram a participar do processo, iniciado com a realização de cineclubes (quando foram passados filmes que dialogavam com a obra que será levada às telonas), e bate-papos para que Betti conhecesse cada um dos candidatos a figurante. Alguns, com um tanto de bagagem maior, outros com mais vontade e disposição do que histórico artístico, mas todos disciplinados no labor, que começou antes das 5h da sexta-feira (4) e se estendeu até a hora do almoço.

Com o tempo fechado colaborando para a filmagem da cena que sugere um funeral, os amadores mantiveram paciência de profissionais para refazer as cenas quantas vezes fosse necessário; para esperar que o barulho de aviões ou mesmo de pássaros nativos da floresta não interferissem na captação das cenas; manter o silêncio pedido entre uma tomada ou outra, e se conter para deixar para o final aquele momento de fazer um selfie com os atores.

O resultado final do primeiro dia com os figurantes foi comemorado por Betti, que aprovou a participação dos sorocabanos, alguns já conhecidos de outras obras como o ator Eduardo Prado, que também esteve na figuração do filme Cafundó, há cerca de dez anos. "Acompanhei as discussões, reuniões, os cineclubes e, para a minha surpresa, serei o irmão da personagem de Eliane Giardini", disse Eduardo. Para o ator, que também participou do filme do grupo Os Satyros, Hipóteses para o amor e a verdade, a oportunidade de estar em um set de filmagens é descrita como incrível e mágica. "É um sonho, ainda mais agora que estamos iniciando nosso grupo de teatro do Galpão Cultural - Estação Laranjada", disse.

Repórter da página policial do jornal Cruzeiro do Sul, a jornalista Adriane Mendes também acumula a experiência de atuação no longa-metragem Cafundó. "Ser atriz era minha primeira opção, mas também sempre gostei de jornalismo. O bom seria unir as duas profissões", fala Adriane, que passou por um dos mais temidos testes entre os atores: o choro. "Pensei em um primo que acabei de perder e consegui chorar", disse ela, emocionada com a experiência de dar vida a uma amiga da personagem de Eliane Giardini.

O encarregado Danilo Natálio Martins já havia se aventurado no teatro antes. Mas, depois de assistir por três vezes o espetáculo Autobiografia autorizada, de Paulo Betti, e participar dos cineclubes, a aproximação com o processo do filme ficou inevitável. "Acabamos tendo mais contato e, numa das sessões do cineclube, ele me convidou para figuração". No filme ele é um amigo de Paulo Betti.
Além dos figurantes, o filme conta ainda com os artistas locais Janice Vieira, Andréia Nhur, Ademir Felizianni e Mario Persico.

Uma biografia

O filme é baseado na novela A fera na selva, do escritor inglês Henry James, publicada em 1903. Considerada como uma das melhores do escritor, trata de temas como solidão, destino, amor e morte. A história tem paralelos com a biografia do próprio autor. O estilo da obra é realista e a história se passa na Inglaterra.

De acordo com Betti, o enredo conta a história de amor de uma mulher e um homem, que passam uma vida inteira juntos, vivenciando a expectativa dele de que algo extraordinário vai acontecer em sua vida. "É um filme sobre a necessidade de aproveitarmos o momento presente", explica Betti.

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