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O Globo, Rio, p. 10
26/04/2016
Bombeiros saem do Rio para apagar incendio em Angra

Bombeiros saem do Rio para apagar incêndio em Angra
Desde domingo, fogo consome mata na Pedra do Frade, que fica a 908 metros de altitude

Dicler de Mello e Souza

RIO - Integrantes do Grupo de Socorro Florestal, com sede no Rio, foram deslocados para apagar um incêndio que, desde domingo, atinge a mata da Pedra do Frade, em Angra dos Reis. Aquele ponto faz parte do Parque Nacional da Bocaina. Na segunda-feira, o comandante do 10o Grupamento de Bombeiro Militar (Angra), coronel Paulo Escarani, sobrevoou a pedra e constatou a existência de dois focos.
A equipe de bombeiros local, do bairro do Frade, é muito pequena (tem oito integrantes) e, segundo o oficial, não pode ser deslocada para debelar as chamas na pedra porque, como se trata de um local de difícil, se alguma emergência acontecer enquanto o grupo estiver no alto da montanha, a região ficará desguarnecida. Por isso, foi pedida ajuda à unidade do Rio.
Oito bombeiros do Grupo de Socorro Florestal já estão no bairro do Frade e hoje subirão até a pedra. Eles contarão com o apoio de um helicóptero, também do Rio.
O coronel Paulo Escarani não sabe ainda a causa do incêndio. No entanto, acha provável que sua origem tenha sido criminosa.
- São 12 horas de caminhada, em mata fechada, da costa até a Pedra do Frade (que fica a 908 metros de altitude) - contou um bombeiro da guarnição local, para mostrar como o local é de difícil acesso.
PARQUE ESTÁ SEM BRIGADA
O Parque Nacional da Bocaina está sem brigada contra incêndio. Além disso, o tempo seco favorece os incêndios nesta época do ano. Funcionários da sede da unidade, em São José do Barreiro, já em São Paulo, confirmaram a informação da falta de brigada. Por causa dessa deficiência, eles não souberam dar detalhes do incêndio.
Em outra unidade, o Parque Nacional de Itatiaia, a situação também é preocupante. Seu diretor, Gustavo Tomzhinski, disse que também está sem brigada e que um novo grupo deve ser contratado em maio.

O Globo, 26/04/2016, Rio, p. 10

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