2014: Panorama Ambiental Global 4

Panorama Global da Biodiversidade 4 (2014)

Dos 56 objetivos, apenas 5 caminham bem, um deles relacionada ao aumento do conhecimento científico sobre a biodiversidade e uma disponibilização maior de informações por meios de acesso fácil e gratuito, embora ainda existam muitas informações de difícil acesso. Por outro lado, a conservação dos recifes de corais e oceanos piorou desde o início da década. Dez objetivos estão totalmente estagnados e, para outros cinco, a situação piorou nos últimos quatro anos, em vez de melhorar.

“Na minha opinião, acho que a crise da biodiversidade está muito próxima da irreversibilidade”, diz o biólogo Carlos Joly, professor da Unicamp e membro do painel de especialistas da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, em inglês). “Os números do GBO 4 confirmam esse meu pessimismo e acho que, infelizmente, em muitos países, assim como no Brasil, estamos vivendo um momento de retrocesso nas questões ligadas à conservação e ao uso sustentável da biodiversidade.”

Acesse o documento na integra.

2012: Panorama Ambiental Global

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) divulgou, às vésperas da Rio + 20, no início de junho/2012, relatório com análise de 90 metas globais: o Panorama Ambiental Global ou Global Environment Outlook  (GEO-5)  A constatação é de que apenas 4 apresentaram progresso: fim da produção e uso de substâncias que destroem a camada de ozônio, eliminação do chumbo nos combustíveis, acesso crescente a fontes de água e mais pesquisas para reduzir a poluição no mar, sendo alguns dos destaques negativos do relatório, o tímido avanço no enfrentamento das causas das mudanças climáticas ou na proteção da biodiversidade. 

Avaliando a realidade da América Latina e Caribe, uma das principais constatações é a de que "os ricos recursos naturais da América Latina e do Caribe são fundamentais para a saúde ambiental do planeta, mas qualquer tentativa de protegê-los será insuficiente se os governos da região não redobrarem seus esforços para criar novas políticas e aplicar as existentes. A concorrência por recursos escassos e a distribuição desigual de benefícios geraram conflitos socioambientais e riscos para estilos de vida tradicionais e a sobrevivência de comunidades locais e indígenas". Segundo o relatório, os maiores problemas são a falta de vontade política, a continuidade processual limitada decorrente de mandatos de curta duração e instrumentos inadequados para garantir a efetiva aplicação da lei. Os governos da região devem assumir um compromisso mais sólido tanto em relação a novas políticas como a aumentar a eficácia das políticas existentes, garantindo recursos financeiros adequados para a sua implementação e mecanismos robustos de prestação de contas, transparência e inclusão." 


  / Silvia Futada

Panorama Global da Biodiversidade 3 (2010)

Lançada em maio de 2010, no Ano Internacional da Biodiversidade, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a terceira edição do Panorama Global da Biodiversidade traz uma avaliação sobre o status da biodiversidade no mundo, a partir das evidências disponíveis, incluindo relatórios nacionais apresentados pelas Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica.

Alguns destaques seguem abaixo, mas a mensagem principal é clara: falhamos na tentativa de atingir a meta de reduzir substancialmente a taxa de perda da biodiversidade.

 

  1. Entre 1970 e 2008, houve 30% de perda de biodiversidade, sendo que em áreas tropicais essa redução pode chegar a 60%.
  2. Anfíbios enfrentam o maior risco extinção e espécies de corais estão se deteriorando mais rapidamente no seu estado de conservação. Quase um quarto das espécies de plantas é considerado ameaçado de extinção
  3. A abundância de espécies de vertebrados, com base nas populações avaliadas, caiu quase um terço, em média, entre 1970 e 2006, e continua em queda no mundo todo, com declínios especialmente graves nas regiões tropicais e entre as espécies de água doce.
  4. Habitats naturais em muitas partes do mundo continuam a diminuir em extensão e integridade, embora tenha havido um progresso significativo em retardar a taxa de perda de florestas tropicais e manguezais em algumas regiões.
  5. A diversidade genética da agricultura e da pecuária continua a decrescer em sistemas manejados.
  6. A maioria dos cenários futuros projeta altos índices contínuos de extinções e perda de habitats ao longo deste século, associados ao declínio de alguns serviços ecossistêmicos importantes para o bem-estar humano, como o desmatamento de florestas tropicais, a introdução de espécies exóticas invasoras, a poluição e a construção de barragens e a sobrepesca marinha.
  7. Não há ações para implementar a Convenção sobre Diversidade Biológica em número suficiente para enfrentar as pressões sobre a biodiversidade na maioria dos lugares. Tem havido integração insuficiente das questões de biodiversidade em políticas, estratégias e programas mais amplos, e, como consequência, as causas subjacentes da perda de biodiversidade não têm sido abordadas de forma significativa.
Saiba mais

Metas de Aichi: Situação atual no Brasil. 2011. Brasília, DF: UICN, WWF-Brasi e IPÊ. Iniciativa Diálogos sobre Biodiversidade: construindo a estratégia Brasileira para 2020, esforço de revisão e atualização da Estratégia e do Plano de Ação Nacional de Biodiversidade coordenado pelo MMA, UICN, WWF-Brasil e IPÊ.

Quarto relatório nacional para a convenção sobre diversidade biológica: Brasil /Ministério do Meio Ambiente. Brasília: MMA, 2011.

Panorama Ambiental Global 5 ou Global Environment Outlook 5
 (GEO-5): PNUMA, 2012. 

Panorama Ambiental Global 5 - Resumo para a América Latina e o Caribe na véspera da Rio+20
: PNUMA, 2012.